Programa leva Educação Ambiental a crianças
Encontros terão temas de quatro eixos: gestão ambiental, saneamento, recursos hídricos e energias renováveis

Assessoria de Comunicação do Campus Chapecó

Publicado em: 22 de março de 2018 09h03min / Atualizado em: 22 de março de 2018 14h03min

Uma iniciativa de estudantes de Engenharia Ambiental e Sanitária da UFFS – Campus Chapecó e do Centro Acadêmico (CA) do curso rendeu um programa com crianças de um projeto social. O "Programa de educação ambiental: conscientização para a ampliação de futuros" leva conceitos e reflexões a crianças já alfabetizadas, de oito a 11 anos, inscritas no Programa Viver, do Bairro Quedas do Palmital.

Institucionalizada como programa de Extensão na UFFS, a ação iniciou com o relacionamento dos estudantes do curso com o Programa. Há anos, o valor arrecadado no “Trote Solidário” é repassado ao Programa Viver. Membros do Programa, em alguma dessas oportunidades, comentaram sobre a demanda de educação ambiental para as crianças.

Assim, o pré-projeto foi feito pelos próprios estudantes. Depois, eles passaram a buscar professores que pudessem dar o suporte para a realização, de fato, do projeto.

Na coordenação assumiu o professor Rodrigo Dal Bosco Fontana como vice-coordenação a professora Manuella de Morais. Os estudantes voluntários envolvidos são: Luciene Rodrigues Adorno, Anderson Ghiel, Juliane Brancalione, Aline Perin Dresch e Mariana Possa.

Até agora, três encontros – dos 35 previstos até o fim do ano – foram realizados. Divididas em dois grupos, por idade, as crianças passam 45 minutos em cada atividade. Utilizando o lúdico e a linguagem adequada, o grupo vai trabalhar os quatro eixos da Graduação com as crianças: gestão ambiental, saneamento, recursos hídricos e energias renováveis.

O principal desafio, conforme a estudante Luciene, foi repassar informações, muitas vezes complexas, às crianças. Por isso, eles vêm estudando também a metodologia para falar a “língua” dos pequenos. “Estamos aprendendo muito com as crianças, com os questionamentos delas” ressaltou ela.

Toda semana, o grupo faz reuniões, nas quais busca novas fontes de pesquisa e delega atividades, o que torna mais intenso todo o processo de conhecimento pelos estudantes. Ao final, de acordo com o professor Rodrigo, a ideia é ter uma interação com os pais, já que os assuntos abordados são primordiais para a sociedade como um todo. Por isso, a intenção é seguir com o projeto. “Desejamos que os próximos CAs deem continuidade às atividades, e que possamos ter um programa permanente de educação ambiental”, destacou Juliane.

Segundo os estudantes, embora ainda estejam no início, as atividades já estão mudando a percepção das crianças. “Eles já conseguiram relacionar o que abordamos num encontro com o esgoto a céu aberto na comunidade”, lembrou Luciene.

A professora Manuella reforçou, ainda, a importância da atividade para a Universidade e a comunidade. “Além de construir uma relação mais estreita entre a comunidade acadêmica e a comunidade regional, pretende-se fortalecer a percepção, conscientização e ação das crianças em prol da qualidade ambiental e de vida das localidades em que estão inseridas, e a longo prazo, do município e da nação”.

Programa Viver

Entidade sem fins lucrativos que atende mais de cem crianças e adolescentes. Existe desde 1993 no Bairro Quedas do Palmital. Oferece atividades no contra turno escolar, além de projetos a adolescentes e adultos. Tem, como missão, “promover o acesso aos direitos sociais do indivíduo, especialmente crianças e adolescentes em situação de risco social e/ou pessoal, visando o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, oportunizando a convivência social e o seu desenvolvimento integral”.