Campus Erechim tem seus primeiros bolsistas no exterior pelo Ciência sem Fronteiras

Publicado em: 14 de agosto de 2013 13h08min / Atualizado em: 06 de janeiro de 2017 10h01min

Um país que é referência em pesquisas na área da agricultura. Esse foi o motivo apontado pelo acadêmico da sétima fase do curso de Agronomia da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Erechim, Leonardo Chechi, por optar pelos Estados Unidos da América (EUA) para realizar um intercâmbio por meio do programa Ciência Sem Fronteiras. Ele estudará, por pelo menos um ano, na Universidade Estadual de Illinois, podendo prorrogar o período por mais seis meses em caso de realização de estágio, de acordo com as regras do programa do governo federal.

Chechi, que tem 22  anos, chegou nos Estados Unidos no início da semana. Outros dois estudantes da UFFS – Campus Erechim já estão com viagem marcada para os próximos dias. Na quinta-feira (15), o também estudante de Agronomia da UFFS –Campus Erechim, Jhonatan Paulo Barro, de 21 anos, embarca para os Estados Unidos. Ele será bolsista do Ciência Sem Fronteiras na Universidade Estadual do Kansas.

Já os estudantes Emerson dos Santos Silva, 20 anos, e Francieli Valerius, 21 anos, ambos do curso de Arquitetura e Urbanismo, estão com viagem marcada para a Itália nos dias 21 e 30 de agosto, respectivamente. Eles foram aprovados para realizar os estudos na Universidade de Pisa.

Outra estudante que já está com toda a documentação liberada e deve embarcar no início de outubro, para iniciar seus estudos na Irlanda, é a acadêmica da sétima fase de Arquitetura e Urbanismo, Jhenifer Stumm, 21 anos. Ela foi aceita para estudar no Instituto de Tecnologia Tralee, na cidade de Tralee, Condado de Kerry.

Sem Fronteiras

Leonardo Chechi é natural de Ipiranga do Sul/RS, cidade com cerca de 2 mil habitantes localizada no Norte gaúcho. Na UFFS – Campus Erechim, desde a segunda fase do curso de Agronomia, participou de projetos de pesquisa como voluntário e bolsista. Esse envolvimento com a iniciação científica é um dos critérios de avaliação para participação no Ciência Sem Fronteiras. “Escolhi esse país pela sua longa experiência na área agrícola, pretendo adquirir experiência”, diz. No cronograma da viagem estão aulas de inglês, aulas específicas na área da Agronomia e estágio, por isso a previsão é ficar um ano e meio nos Estados Unidos.

Jhonatan Barro é natural de Ponte Preta/RS, e também cursa a sétima fase de Agronomia na UFFS – CampusErechim. Segundo ele, a oportunidade vislumbrada com o Ciência Sem Fronteiras pode marcar o seu futuro. “Isso poderá ser um diferencial para mim, futuramente, possibilitando o acesso a novas tecnologias e conhecimentos para o Brasil, para que possamos crescer economicamente e socialmente. Além, é claro, do contato com pessoas de outros países, de culturas diferentes, o que é uma experiência sensacional”, diz.

Rumo à Europa

Para os três estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFFS – Campus Erechim que serão bolsistas do Ciência Sem Fronteiras, o destino é a Europa. Emerson dos Santos Silva, que é natural de Palmeira das Missões/RS e Francieli Valerius, de Severiano de Almeida/RS, foram aceitos na Universidade de Pisa, na Itália. “Escolhi a Itália por ser referência na área de Arquitetura e Urbanismo e pelo processo seletivo me ofertar cursar em Pisa, por razões do programa”, afirma Emerson.

Francieli também cita a influência da Itália no cenário mundial como um dos critérios para a sua escolha. “Sempre gostei muito da cultura italiana, é um país lindo com uma cultura muito rica. Quanto à Universidade de Pisa, achei interessante o fato de o curso de Arquitetura de lá acontecer junto com o de Engenharia Civil, o que gera uma grande oportunidade de conhecimento e enfrentamento de duas profissões que trabalham juntas em diversos objetivos”, diz.

Jhenifer Stumm, que é natural de Rondonópolis/MT, mas reside em Barão do Cotegipe/RS, escolheu um destino mais incomum. Ela optou por estudar na Irlanda. “Tralee é uma cidade aparentemente bastante agradável e aconchegante, como imagino que seja o restante da Irlanda. Sempre sonhei em conhecer o país por suas belíssimas paisagens e pela facilidade relatada por muitos na aprendizagem e adaptação. A partir deste intercâmbio, pretendo aprofundar meus estudos na língua inglesa, aproveitando a oportunidade que nos está sendo concedida, além de ampliar meus conhecimentos em conteúdos e experiências que não seriam possíveis aqui no Brasil”, afirma.

O programa

Para o coordenador acadêmico da UFFS – Campus Erechim, Luis Fernando Santos Correa da Silva, “o programa Ciência sem Fronteiras oportuniza um importante diferencial formativo aos estudantes, pois lhes permite conhecer a realidade de instituições que possuem projetos pedagógicos e científicos consolidados nas áreas do conhecimento específicas”. “Por outro lado, a participação de estudantes da UFFS no programa contribui para a inserção internacional da instituição", diz.

O Ciência sem Fronteiras é um programa articulado pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes – e de Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos, para promover o intercâmbio.