Campus Chapecó prepara-se para receber primeira turma de Medicina

Publicado em: 09 de junho de 2015 09h06min / Atualizado em: 10 de janeiro de 2017 16h01min

As inscrições para a segunda edição de 2015 do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) estão abertas até o dia 10 de junho, exclusivamente pela internet (sisu.mec.gov.br/). Para participar do SiSU, o candidato deve ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e não ter zerado a redação.

Nesta edição do SiSU a UFFS oferece o recém-aprovado curso de Medicina, no Campus Chapecó. São 40 vagas para ingresso no segundo semestre de 2015, que inicia no dia 29 de julho. Para informações sobre o processo seletivo para o curso de Medicina, acesse: www.uffs.edu.br/estudenauffs.

Implantação

A UFFS se prepara há dois anos para a oferta do curso de Medicina em Chapecó. As atividades iniciaram em julho de 2013, quando foi constituída a primeira comissão, logo após a inclusão do Campus Chapecó na Política Nacional de Expansão das Escolas Médicas. A comissão, composta por membros da UFFS e da comunidade regional, trabalhou nas condições necessárias para instalação do curso, estabelecidas pela Portaria nº 02/2013.

De 2013 para cá, muita coisa avançou com o trabalho da comissão. As três residências médicas solicitadas pela Portaria nº 2, Cirurgia Geral, Ginecologia/Obstetrícia e Clínica Médica, foram implantadas e estão em funcionamento no Hospital Regional do Oeste em Chapecó. Também foram concursados os primeiros professores do curso e constituído o Núcleo Docente Estruturante, que assumiu a revisão do projeto pedagógico do curso.

Ainda foram desenvolvidas ações para que o HRO pudesse ser credenciado como Hospital de Ensino: a aquisição e implementação do Protocolo de Manchester pela UFFS foi uma, entre as muitas ações. O projeto de construção de uma nova ala no Hospital Regional, fundamental para que as atividades acadêmicas se desenvolvam naquele espaço, também está sendo encaminhado para licitação. Além disso, a UFFS formalizou diversos convênios com unidades hospitalares e secretarias de saúde da região para que os estudantes do curso de Medicina tenham diferentes experiências e espaços de práticas. O curso também já tem uma coordenadoção nomeada, que será exercida pela professora Maria Conceição de Oliveira.

Estrutura

A estrutura para oferecimento do curso de Medicina foi item importante para que seu funcionamento fosse autorizado. Além dos professores concursados, das salas de aulas, da biblioteca, do restaurante universitário e demais estruturas acadêmicas e administrativas, que já estão em funcionamento no Campus Chapecó, o curso de Medicina, desde o primeiro dia das suas atividades acadêmicas, terá à disposição nove laboratórios – vinculados às áreas de Anatomia, Bioquímica, Genética, Microbiologia, Imunologia, Parasitologia, Fisiologia, Farmacologia, Patologia, Citologia, Histologia, Semiologia e Semiotécnica – que perfazem um espaço de mais de 1.000 m².

De acordo com o Secretário Especial de Laboratórios, Sérgio Luis Alves Junior, “isso representa 30% dos laboratórios do campus. Essas estruturas laboratoriais foram recentemente concluídas, e, neste momento, a Coordenação de Laboratórios local está em fase de mudança, transportando os materiais dos estoques em depósitos para os novos prédios. A expectativa é que essa tarefa seja concluída até meados de julho, proporcionando o pleno funcionamento desses ambientes antes mesmo do início das aulas do Curso de Medicina”.

O Secretário ressalta que os laboratórios estão equipados. “Já foram adquiridos aproximadamente R$ 7 milhões em equipamentos para os laboratórios do Campus Chapecó. Cerca de 30% desse montante de equipamentos atenderá o curso de Medicina.”

O reitor da UFFS, Jaime Giolo, avalia que esse é o momento correto para recebimento do curso. “Há dois anos viemos preparando o campus e os cenários de práticas para receber o curso de Medicina. Para isso, concursamos professores, montamos laboratórios e trabalhamos, em uma comissão ampla, para atender às condições necessárias para autorização do curso. O Ministério acompanhou de perto nossas atividades e em maio, o curso foi autorizado. Essa carta branca do MEC é resultado do nosso esforço e também baseado em relatórios das comissões que vieram avaliar in loco as condições de oferta do curso. Estamos no momento adequado para iniciar o curso”.