Curso de Medicina, em Chapecó, registra mais de oito mil inscritos pelo SiSU

Publicado em: 11 de junho de 2015 09h06min / Atualizado em: 10 de janeiro de 2017 16h01min

As inscrições para o processo seletivo do curso de Medicina encerraram-se na quarta-feira dia 10, pelo SiSU. Nesta oportunidade, a UFFS ofereceu 40 vagas para o curso de Medicina, no Campus Chapecó. O número de inscritos surpreendeu: 8.945 pessoas candidataram-se às vagas.

A chamada única, realizada pelo SiSU, deve ser publicada no dia 15 de junho. As matrículas na Instituição acontecem nos dias 19, 22 e 23 de junho. Veja mais informações no hotsite do processo seletivo em www.uffs.edu.br/estudenauffs

Perfil do curso

Esse é o segundo curso de Medicina da UFFS a ser autorizado pelo Ministério da Educação, dentro dos previstos na Política Nacional de Expansão das Escolas Médicas e é, também, o segundo curso público de Medicina na história do ensino superior do estado de Santa Catarina.

Sobre o perfil do curso, cujas aulas iniciarão no segundo semestre letivo de 2015, o reitor da UFFS, Jaime Giolo, comenta: “participamos de um projeto nacional que propõe a expansão dos cursos de Medicina com um diferencial, mas é preciso deixar bem claro que ter um diferencial não quer dizer que vamos fazer um curso completamente diferente. O curso de Medicina da UFFS terá ênfases diferenciadas, compromissos específicos e que estão desenhados no próprio plano nacional. A UFFS trabalhará para reforçá-los e ampliá-los”.

Os primeiros professores do curso já estão atuando na UFFS. De acordo com a coordenadora, professora Maria Conceição de Oliveira, o Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de Medicina conta com treze professores, nomeados pela Coordenação Acadêmica do Campus Chapecó, que ministram componentes regulares nos cursos de graduação de Medicina e de Enfermagem da UFFS. “Particularmente acerca do curso de Medicina, as necessidades de docentes para o primeiro ano estão supridas, tendo, inclusive, havido concurso público na UFFS para esta finalidade em dezembro de 2014 e todos os aprovados já tomaram posse. Agora, com a autorização do curso, novas vagas para docentes serão ofertadas”, afirma

O curso está estruturado de forma a atender às Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Medicina, do Ministério da Educação, Resolução n° 3, de junho de 2014 e outras normativas dos Ministérios da Saúde e da Educação quanto à formação profissional da área da saúde em geral e da Medicina em particular. De acordo com Conceição, um dos desafios dessa nova proposta de curso de Medicina é “utilizar metodologias ativas de aprendizagem, incentivando o estudante a ser protagonista da sua formação. Além disso, o projeto do curso de Medicina traz uma forte interação ensino-serviço-comunidade. A partir de vivências no SUS, os alunos experienciarão formação sintonizada e responsiva às necessidades do perfil epidemiológico da população. Isso implica, também, sintonia dos professores com essa proposta pedagógica inovadora, que é diferente de formação mais tradicional na qual o professor é a maior fonte do conhecimento”.

O curso de graduação em Medicina do Campus Chapecó da UFFS insere-se como uma das iniciativas de expansão do número de vagas para formação de médicos no Brasil, lançado em 05 de junho de 2012 pelo Ministério da Educação. Esse processo visa à formação de médicos para enfrentar os desafios atuais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil e a necessidade de permanência e fixação de profissionais médicos em áreas onde há carência destes profissionais. E a formação de profissionais para atuarem no cuidado integral à população brasileira, em equipes multiprofissionais e incorporados nos serviços de saúde em todos os núcleos populacionais brasileiros, é um dos principais desafios para a consolidação do SUS. “Nesse sentido, a UFFS tem firmado parcerias e convênios com instituições públicas de saúde de Chapecó e de municípios circunvizinhos, garantindo a inserção dos estudantes nos cenários de práticas dos serviços de saúde. Isso ocorrerá desde o primeiro semestre letivo na atenção básica e, posteriormente, em fases mais avançadas do curso, nos níveis de maior complexidade da Rede de Atenção à Saúde”, conclui Conceição.