Professores discutem Política de Estágio

Publicado em: 12 de novembro de 2010 07h11min / Atualizado em: 20 de março de 2017 10h03min

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A política de estágio da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) vem sendo discutida nos cinco campi da instituição, por coordenadores de curso e de estágio, além dos demais professores. A pró-reitora de Graduação, Solange Maria Alves, o diretor de Políticas de Graduação, José Oto Konzen e o chefe da Divisão de Estágios, Diego Rodrigues, visitaram os campi ao longo das últimas semanas. Também acompanhou o grupo a Cerro Largo, a diretora de Organização Pedagógica, Zenilde Durli.

Com uma participação intensa dos professores, o professor Konzen aponta que as discussões demonstram a “seriedade e o compromisso com que os docentes dos campi vêm assumindo suas atividades para viabilizar o projeto formativo dos cursos, que encontra nas atividades de estágio um tempo-espaço privilegiado de interação e de renovação”.

A socialização da política de estágio junto a instituições e entidades que guardam afinidade com o projeto pedagógico dos cursos da UFFS e aos docentes e alunos de seus cursos deve ser marcada em todos os campi, em breve. No campus de Realeza a reunião acontece no dia 20, às 19h.

Destaques na discussão nos campi:

- a necessidade de fortalecimento do Setor de Estágio, que passa pela ampliação do quadro funcional e a sua qualificação permanente;
- a necessidade de prever formas de equacionamento da carga horária de ensino dos docentes do domínio específico quando estes assumem atividades de coordenação, considerando que, em muitos casos, existe apenas um especialista na área, especialmente, nos cursos que contam com a entrada de uma turma anual;
- a implementação da concepção de estágio no interior dos cursos, considerando que a formação docente, em geral, não está vinculada à formação para o exercício da docência;
- a necessidade de promover uma socialização ampla da política de estágio junto aos estudantes, para que contribuam com o fortalecimento do caráter formativo dos mesmos;
- as limitações legais para realização de estágios não-obrigatórios, especialmente, quanto à exigência de remuneração e de recolhimento de seguro de vida, que inviabilizam as atividades em instituições associativas, filantrópicas e agro-familiares;
- a prática histórica da intermediação de agentes integradores e a necessidade de construção de estratégias que assegurem o caráter formativo e o acompanhamento efetivo dos estagiários no desenvolvimento de suas atividades;
- a adequação das demandas de estágio em instituições regionais em que se situam os campi da UFFS com as necessidades dos cursos ofertados.