Seminário marca finalização de projeto de Extensão sobre organização produtiva de mulheres agricultoras

Diretoria de Comunicação

Publicado em: 24 de novembro de 2015 00h11min / Atualizado em: 24 de novembro de 2015 00h11min

A quarta-feira (25) será de atividades e comemorações para as participantes do Seminário “Feminismo e Agroecologia: Organização Produtiva de Mulheres e Promoção da Autonomia por Meio do Estímulo à Prática Agroecológica”. O evento é uma ação de finalização de um projeto de Extensão em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A programação do Seminário, composta por duas mesas-redondas e mística de encerramento, inicia às 9h no auditório do Bloco B do Campus Chapecó.

O projeto foi pensado de forma conjunta entre UFFS e lideranças de movimentos sociais, como Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Participaram de forma efetiva docentes, técnicos-administrativos e estudantes da UFFS, além de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio da Diretoria de Políticas para as Mulheres Rurais e Quilombolas (DPMRQ).

O projeto inicial visava capacitar as profissionais técnicas das entidades prestadoras de Assistência Técnica e Extensão Rural. Num segundo momento foi ampliado e passou também a atender turmas de técnicas das três organizações parceiras do projeto – MMC, MST e Fetraf.

Segundo a coordenadora geral do projeto de Extensão na Instituição, Valdete Boni, “a ação justifica-se porque mulheres camponesas e agricultoras familiares são agentes da organização familiar, da produção dos alimentos e da geração de renda nas unidades de produção”. Ainda segundo a coordenadora, o projeto é pertinente, pois “a produção de alimentos para o autossustento, o cuidado com a casa e seus arredores, o cultivo de plantas medicinais, a produção de leite e o processamento de alimentos geralmente são tarefas desempenhadas no meio rural muito mais pelas mulheres, camponesas e agricultoras familiares, do que pelos homens.”