UFFS e CRDH trazem coordenadora de Políticas LGBT para palestra sobre transfobia

Diretoria de Comunicação

Publicado em: 24 de novembro de 2015 00h11min / Atualizado em: 24 de dezembro de 2015 00h12min

A UFFS, juntamente com o Centro de Referências em Direitos Humanos Marcelino Chiarello, DCE e Centro Acadêmico do Curso de Ciências Sociais, trazem a Chapecó, para uma palestra, a coordenadora de Políticas LGBT da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Rio Grande do Sul, Marina Reidel. O evento, com apoio do Laboratório de Espacialidades Urbanas (Labeu) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), acontece na quinta-feira (26), a partir das 19h30, no auditório do Bloco dos Professores, no Campus Chapecó.

O tema da palestra de Marina Reidel será “Transfobia: o que a universidade tem a ver com isso?”. O convite para a intervenção foi feito pela servidora da UFFS Flávia Durgante, em uma atividade de mestrado na Escola de Ensino Básico Professor Nelson Horostecki, em Chapecó. A ideia do tema, conforme Flávia, “surgiu em função de algumas estatísticas. Entre elas, a de que 90% das mulheres trans são empurradas para a prostituição, de acordo com os dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra), muito em função de serem rejeitadas em casa e também nas escolas”.

Outro dado preocupante é da organização Transgender Europe, o qual aponta o Brasil como líder no ranking de assassinatos, sendo que somente em 2015 já foram registradas 70 mortes. Segundo o movimento TransRevolução, em 2014 foram contabilizados 134 assassinatos de pessoas trans no Brasil. “Nesse sentido, discutir o papel da Universidade na transformação da realidade é de fundamental importância. Não apenas no sentido teórico, mas sim proporcionar o debate de ações que a Universidade pode realizar, tanto dentro do seu espaço acadêmico como, por exemplo, as adequações para o uso do nome social, e também fora dele, com intervenções na comunidade regional. É sobre isso que Marina Reidel vai falar, qual o papel da Universidade nesse contexto”, salienta Durgante.