ATA Nº 12/CONSUNI/UFFS/2012

ATA DA 9ª SESSÃO ORDINÁRIA DE 2012 DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO

Aos dezesseis dias do mês de outubro do ano de dois mil e doze, às treze horas e quinze

minutos, no Auditório da Unidade Seminário do Campus Chapecó da UFFS, em Chapecó-

SC, foi realizada a 9ª Sessão Ordinária do Conselho Universitário - CONSUNI, da

Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS, presidida pelo presidente do Conselho

Universitário, Jaime Giolo. Fizeram-se presentes à sessão os seguintes conselheiros:

Antonio Inácio Andrioli (Vice-Reitor pro tempore), Claudia Finger-Kratochvil (Pró-Reitora

de Graduação), Joviles Vitório Trevisol (Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação), Geraldo

Ceni Coelho (Pró-Reitor de Extensão e Cultura), Péricles Luiz Brustolin (Pró-Reitor de

Administração e Infraestrutura), Vicente de Paula Almeida Júnior (Pró-Reitor de

10  Planejamento); diretores de campi: Ilton Benoni da Silva (Campus Erechim), Edemar

11  Rotta (Campus Cerro Largo), João Alfredo Braida (Campus Realeza); representantes

12  docentes: Antonio Marcos Correa Neri, Tarcísio Kummer, Danilo Enrico Martuscelli,

13  Christy Ganzert Gomes Pato, Luciano Lores Caimi, Marcos Roberto dos Reis e Vicente

14  Neves da Silva Ribeiro (Campus Chapecó); Anderson André Genro Alves Ribeiro, Daniella

15  Reche, Gismael Francisco Perin, Thiago Ingrassia Pereira (Campus Erechim); Luis Claudio

16  Krajevski, Cristiano Augusto Durat, Joaquim Gonçalves da Costa, Josuel Alfredo Vilela

17  Pinto e Siomara Aparecida Marques (Campus Laranjeiras do Sul); Marcos Roberto da Silva

18  e Wagner Tenfen (Campus Realeza); representantes técnicos administrativos: Diego dos

19  Santos Borba (Campus Cerro Largo) e Fernando Zatt Schardosin (Campus Laranjeiras do

20  Sul); representantes discentes: Carolina Bernardo (Campus Chapecó), Eloir Faria de Paula

21  (Campus Laranjeiras do Sul); não compareceram à sessão por motivos justificados os

22  conselheiros: Paulo Henrique Mayer (Diretor do Campus Laranjeiras do Sul), Leonardo

23  Rafael Santos Leitão e Dênio Duarte (repres. docentes do Campus Chapecó); Benedito

24  Silva Neto, Francieli Matzembacher Pinton, Ildemar Mayer, Herton Castiglioni Lopes,

25  Marcelo Jacó Krug (repres. docentes do Campus Cerro Largo); Maria Silvia Cristofoli

26  (repres. docente do Campus Erechim), Adolfo Firmino da Silva Neto, Aparecido Francisco

27  Bertochi dos Santos e Rozane Aparecida Toso Bleil (repres. docentes do Campus Realeza);

28  Ana Maria Jung de Andrade e Juliano Collet (repres. dos TAE’s do Campus Chapecó),

29  Fernando César Rosset Biazin (repres. dos TAE’s do Campus Erechim), Silvani da Silva

30  (repres. dos TAE’s do Campus Realeza); Fabiana Zuliani (repres. discente do Campus

31  Chapecó), Maurício Kasper (repres. discente do Campus Cerro Largo), Leidiane Aparecida

32  da Cruz (repres. discente do Campus Erechim), Giovana Paludo Giombelli (repres. discente

33  do Campus Realeza); Marlo Flávio Tessaro (repres. da comunidade externa - SC); não

34  compareceram à sessão os conselheiros: Nelson Gomes (repres. da comunidade externa -

35  PR); participaram da sessão os seguintes conselheiros suplentes, no exercício da

36  titularidade: Carina Franciscato (repres. docente do Campus Realeza), Glauber Renan de

37  Lima, (repres. dos TAE’s do Campus Erechim), Vinícius Fruscalso Maciel de Oliveira

38  (repres. discente do Campus Erechim), Ana Elsa Munarini (repres. da comunidade externa -

39  SC); a Coordenadora Acadêmica do Campus Laranjeiras do Sul, Betina Muelbert Esquivel,

40  representou o Diretor do Campus. Iniciada a sessão, passou-se ao Expediente: 1.1

41  apreciação da Ata da 8ª Sessão Ordinária de 2012. A ata foi aprovada sem ressalvas.

42  Passou-se aos comunicados. O presidente informou que no dia 19 do outubro a UFFS

43  participaria de evento no município de São Miguel das Missões, no qual oficializaria sua

44  participação, por meio dos Campi Cerro Largo e Erechim, da Rede de Formação

45  Continuada dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul. Informou sobre a

46  regulamentação do sistema de cotas para ingresso de estudantes nas IFES; a administração

47  da UFFS está trabalhando na construção de um modelo para a implantação integral do

48  sistema, para além da orientação ministerial que prevê a implantação parcial a partir do

49  próximo ano. Informou sobre a reunião no MEC em que se discutiu sobre o Programa

50  Nacional de Educação no Campo (Pronacampo); a UFFS está analisando a possibilidade de,

51  por meio do Campus Laranjeiras do Sul, participar do programa; o MEC autoriza a

52  participação de mais de um curso da instituição, assim, é possível que a UFFS participe com

53  mais de um projeto. Informou que a reitoria, por meio das Pró-Reitorias, está trabalhando na

54  construção do processo de credenciamento da UFFS para importações. O reitor esteve no

55  Ministério de Ciência e Tecnologia, ocasião em que negociava a liberação, por meio de

56  emenda parlamentar, de um milhão de reais para a construção de um laboratório de energias

57  renováveis. Informou que a inauguração do Campus Realeza, prevista para o dia 15, foi

58  cancelada após solicitação do MEC. Informou, ainda, que será convocada uma sessão

59  especial do CONSUNI para propor uma emenda ao Estatuto que permita a criação do

60  Campus Chapecó. O conselheiro Antonio Andrioli informou que o Ministro do

61  Desenvolvimento Agrário, Gilberto José Spier Vargas, estará em Chapecó no dia 24, para

62  proferir palestra em evento organizado pela UFFS; nessa ocasião, a universidade entregará

63  ao ministro o projeto do Centro de Referência em Pesquisa de Alimentos e o projeto da

64  Unidade Experimental em Desenvolvimento. O conselheiro Joviles Trevisol informou que a

65  Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação aprovou regulamento que instituiu política de apoio

66  institucional à participação em eventos científicos. O conselheiro Geraldo Coelho informou

67  que a Câmara de Extensão e Cultura não realizou reunião neste mês por falta de quorum. O

68  conselheiro Péricles Brustolin informou que a Câmara de Administração, em sua 8ª reunião

69  ordinária, aprovou a minuta de remoção interna que foi enviada à procuradoria para análise

70  e parecer. O conselheiro Edemar Rotta informou que o Campus Cerro Largo sediará a 2a

71  edição dos jogos universitários na semana de 22 a 26 de outubro. No dia 17 de outubro, o

72  Campus Cerro Largo recebe uma delegação da Universidad Nacional de Misiones

73  (Argentina); as universidades dão seguimento nas negociações para firmar um termo de

74  cooperação. O conselheiro Christy Ganzert informou que participou do 16ª Encontro

75  Internacional de Economia Política e Direitos Humanos; na ocasião, o conselheiro

76  conversou com a reitora da Universidad Popular Madres de Plaza de Mayo (Argentina) e,

77  dadas as semelhanças dos projetos institucionais entre a UFFS e a UPMP, entendeu possível

78  que as universidades firmem, futuramente, convênios. Encerrado o expediente, passou-se à

79  Ordem do dia. O presidente apresentou a pauta da sessão: 2.1 Processo nº

80  23205.000595/2011-63: Normas para distribuição das atividades do Magistério Superior

81  (Pedido de Vistas - conselheira Claudia Finger-Kratochvil - apresentação de parecer); 2.2 Apreciação

82  das Portarias nº 988/GR/UFFS/2012 e 989/GR/UFFS/2012, aprovadas ad referendum do

83  CONSUNI; 2.3 Processo nº 23205.010-2011-61: Minuta do Código de Conduta da UFFS

84  (Parecer 001/2012 - relator: conselheiro Antonio Alberto Brunetta); 2.4 Apresentação do

85  Planejamento Anual (cf. registrado na ata da 2ª sessão ordinária - linhas 143-144); 2.5

86  Esclarecimentos prestados pelo Diretor de Assuntos Estudantis; 2.6 Proposta de resolução

87  sobre o uso do site da UFFS; 2.7 Resultado do trabalho de comissões instituídas (- Res.

88  004/2012: minuta de regulamentação do uso dos espaços públicos, serviços de

89  videoconferência e transportes; - Res. 007/2012: elaborar minuta de metodologia de

90  funcionamento das Câmaras Temáticas); 2.8 Alteração da res. 008/2011-CONSUNI

91  (Aprova o Código de Classificação e Tabela de Temporalidade e Destinação de

92  Documentos da UFFS - acréscimo de parágrafo único ao art. 1º da resolução, com o

93  objetivo de regulamentar que os anexos I e II poderão, a qualquer tempo, sofrer alterações

94  estabelecidas pelo Arquivo Nacional); 2.9 Prestação de Contas 2011; 2.10 Minuta do

95  Regimento Geral: 1º bloco de destaques - artigos 3º a 18. Após inclusão de matérias e

96  alteração na ordem de apreciação dos itens, a pauta foi aprovada como segue: 2.1 Processo

97  nº 23205.000595/2011-63: Normas para distribuição das atividades do Magistério Superior

98  (Pedido de Vistas - conselheira Claudia Finger-Kratochvil - apresentação de parecer); 2.2 Portaria nº

99  1011/GR/UFFS/2012, ad referendum do CONSUNI; 2.3 Apreciação das Portarias nº

100  988/GR/UFFS/2012 e 989/GR/UFFS/2012, aprovadas ad referendum do CONSUNI; 2.4

101  Trabalho da comissão instituída pela comissão 014/2012 CONSUNI - Fundações de Apoio;

102  2.5 Alteração da res. 008/2011-C0NSUNI (Aprova o Código de Classificação e Tabela de

103  Temporalidade e Destinação de Documentos da UFFS - acréscimo de parágrafo único ao art. 1º

104  da resolução, com o objetivo de regulamentar que os anexos I e II poderão, a qualquer tempo, sofrer

105  alterações estabelecidas pelo Arquivo Nacional); 2.6 Processo nº 23205.010-2011-61: Minuta do

106  Código de Conduta da UFFS (Parecer 001/2012 - relator: conselheiro Antonio Alberto Brunetta); 2.7

107  Apresentação do Planejamento Anual (cf. registrado na ata da 2ª sessão ordinária - linhas 143-144);

108  2.8 Esclarecimentos prestados pelo Diretor de Assuntos Estudantis; 2.9 Proposta de

109  resolução sobre o uso do site da UFFS; 2.10 Resultado do trabalho de comissões instituídas

110  (- Res. 004/2012: minuta de regulamentação do uso dos espaços públicos, serviços de videoconferência e

111  transportes; - Res. 007/2012: elaborar minuta de metodologia de funcionamento das Câmaras Temáticas);

112  2.11 Prestação de Contas 2011 (cf. art. 14, §3º do Estatuto da UFFS); 2.12 Minuta do Regimento

113  Geral: 1º bloco de destaques - artigos 3º a 18. Em seguida, passou-se ao item 2.1 Processo

114  nº 23205.000595/2011-63: Normas para distribuição das atividades do Magistério Superior.

115  A conselheira Claudia Finger-Kratochvil apresentou o parecer, resultado do pedido de vistas

116  (Anexo I). O conselheiro Thiago Ingrassia, referindo-se ao item “1” (do relato) do parecer,

117  explicou que o objetivo da carta aberta era fortalecer o ensino; destacou que em nenhum

118  momento o documento desmereceu a dimensão do ensino e, mesmo nos pontos citados pela

119  conselheira, haveria clareza em relação a isso. O conselheiro argumentou - considerando

120  que o parecer da comissão já apontava isso - que a UFFS deve evitar adotar uma lógica

121  muito comum nas instituições de ensino privado, a lógica do professor horista. Explicou

122  que o debate promovido no Campus Erechim (que resultou na carta aberta) afirmava que

123  pelo fato de quase a totalidade do corpo docente estar em regime de dedicação exclusiva,

124  não seria coerente quantificar as atividades de pesquisa e extensão. O objetivo é evitar que a

125  UFFS adote uma lógica que não é adequada para a universidade pública brasileira; assim,

126  em nome da qualidade do ensino, não se pode sobrecarregar as atividades de ensino em prol

127  das atividades de gestão que. O conselheiro Anderson Genro Alves Ribeiro explicou que a

128  comissão não anexou documentos ao processo porque entendeu que o resultado de todo o

129  acúmulo dos debates promovidos é a própria minuta apresentada, como uma síntese dos

130  debates. Considerou que o parecer da conselheira Claudia desmerecia o trabalho da

131  comissão, ao sugerir que outro texto fosse apresentado; além disso, o parecer da conselheira

132  não se manifestava a favor ou contra à minuta original nem à minuta apresentada pela

133  comissão, e também não propunha nova redação ou emendas. O conselheiro salientou,

134  ainda, que a minuta apresentada pela comissão não versa sobre os pontos apontados como

135  carentes no parecer da conselheira porque essas matérias devem ser regulamentadas em

136  outros documentos e o objeto da minuta é distribuição das atividades docentes. O

137  conselheiro Christy Ganzert argumentou que o parecer da conselheira Claudia não sugeria

138  alternativas e sugeria que a comissão refizesse o trabalho; o conselheiro considerou que essa

139  conclusão não estaria de acordo com o objetivo de um pedido de vistas, cujo parecer, em

140  sua opinião, deveria propor nova redação aos pontos considerados impróprios. A

141  conselheira Claudia Finger explicou que o seu parecer não tinha por intuito desmerecer o

142  trabalho da comissão; argumentou que a configuração atual do corpo docente é maior do

143  que em 2010 e as pessoas poderiam contribuir para produzir uma proposta mais

144  aprofundada; sugeriu que a partir dos dados atuais que compõe a comunidade docente, do

145  número de horas destinado a cada domínio dos cursos de graduação, seria necessário fazer

146  um estudo cauteloso e criterioso para (além do mínimo de carga horária) quantificar a

147  participação docente na graduação, na pós-graduação e a participação nos projetos de

148  extensão e projetos de outros editais que necessitam de disponibilidade de carga horária,

149  além das atividades de gestão. A conselheira argumentou que a indicação do parecer pela

150  cautela é no sentido de olhar a quantidade de força de trabalho docente que a universidade

151  dispõe, considerando a carga horária de quarenta horas de trabalho semanal e os desejos e

152  necessidades da instituição; em momento algum sugeriu desqualificar o trabalho da

153  comissão. O conselheiro Geraldo Coelho argumentou que o limite máximo de carga horária

154  estipulado na minuta traria dificuldades administrativas, considerando as razões

155  apresentadas pela conselheira Claudia Finger. Quanto à extensão e à pesquisa, o conselheiro

156  considerou que a minuta da comissão esvaziava todo o conteúdo trabalhado na minuta

157  original e não apresentava referências em termos de limites básicos para que a pesquisa e a

158  extensão organizem-se, inclusive nos trâmites internos de apreciação, debate e aprovação

159  dos projetos de pesquisa e extensão. Argumentou, ainda, que o parecer da conselheira

160  Claudia, quando sugere revisão cautelosa da matéria, alerta os conselheiros para o fato de

161  que seria necessário mais tempo para amadurecer a reflexão institucional sobre, por

162  exemplo, os cursos que possivelmente serão implantados, considerando o corpo docente

163  atual da instituição. O conselheiro Danilo Martuscelli argumentou que a minuta apresentada

164  pela comissão continha uma série de aspectos que seriam importantes para se pensar uma

165  política de contratação docente. Desde o primeiro concurso docente, a Universidade não

166  mais adotou políticas para contratação de professores para o domínio comum, que seriam os

167  mais prejudicados no conjunto das atividades docentes. A minuta estabelece critérios para

168  as atividades regulares de ensino; exemplificando, citou a previsão do artigo 8º , que

169  estabelece que cinquenta por cento das atividades das horas de ensino deverão ser

170  trabalhadas no campo da graduação, exatamente para evitar que os professores dediquem

171  mais tempo das horas de ensino para a pós-graduação. Quanto aos critérios estabelecidos

172  para a extensão e pesquisa, o conselheiro argumentou que a minuta também apresentava

173  critérios, embora não chegasse ao nível de detalhamento recomendado. Sendo assim, o

174  conselheiro considerou que a minuta apresentava elementos suficientes para o Conselho

175  trabalhar os detalhamentos que entendesse necessários, ressaltando a importância do caráter

176  de valorização do ensino trazido pelo documento. O conselheiro Dilermando Cattaneo

177  argumentou que o trabalho da comissão fora construído de forma democrática, já que a

178  partir da minuta original, os docentes debateram em assembleias e contribuíram para a

179  construção do documento. Salientou que a minuta foi pensada com o objetivo de preservar o

180  ensino da sobrecarga de trabalho, realidade que a Universidade vive desde 2010.

181  Considerou que o parecer da conselheira Claudia, subjetivamente, indicava uma visão de

182  universidade mais afeita a uma meritocracia, com mensuração das atividades. Destacou que

183  a lógica da relação entre a carga horária dos cursos e o trabalho docente deve ser pensada a

184  partir da carga horária dos cursos para que se elabore uma política de contratação docente;

185  assim, independentemente da carga horária que o curso tenha, ao se estabelecer o limite

186  máximo proposto pela comissão, a Universidade deverá trabalhar pela contratação docente;

187  e essa lógica de funcionamento preservaria a qualidade do ensino e das outras atividades

188  docentes. O conselheiro destacou, ainda, que não caberia a esta minuta regulamentar

189  criteriosamente as atividades ligadas à extensão e à pesquisa; e sugeriu a não aprovação do

190  parecer da conselheira Claudia Finger, pois a minuta da comissão preservava o ensino sem

191  prejuízo da pesquisa e da extensão. Neste momento, o conselheiro Edemar Rotta

192  manifestou-se pela ordem dos trabalhos, argumentando que o Conselho não estava

193  solicitando esclarecimentos, mas debatendo a minuta. O presidente acatou a questão de

194  ordem formulada e salientou que após as intervenções, submeteria o parecer da conselheira

195  Claudia à votação. O conselheiro Anderson Genro Ribeiro argumentou que o objeto da

196  minuta é distribuição das atividades docentes; o documento não versa sobre avaliação de

197  progressão funcional, não versa sobre critérios para afastamento e substituição de

198  professores em casos de licenças, para isso há regulamentação específica; explicou que o

199  com limite máximo de dez horas estabelecido na minuta, seria possível resolver o problema

200  do número de docentes na relação das vagas com a carga horária das disciplinas; salientou

201  que este teto poderia ser discutido no âmbito da minuta, após aprovação do parecer da

202  comissão. Nesse momento, o presidente submeteu à votação o parecer da conselheira

203  Claudia Finger: nove votos favoráveis, dezoito votos contrários e nove abstenções, restando

204  rejeitado. Com isso, retornou para o debate o parecer do conselheiro Wagner Tenfen. O

205  conselheiro Edemar Rotta solicitou esclarecimentos à comissão a respeito como seria

206  computada a carga horária destinada para a pesquisa e para a extensão e quais seriam as

207  propostas de criação de ferramentas de controle para isso; solicitou esclarecimentos

208  relativos ao processo de construção da minuta, considerando que o documento em

209  apreciação não teria sido debatido nos campi, mas foi apresentado ao conselho como um

210  produto dos debates nos campi sobre a minuta original. O conselheiro Luis Claudio

211  Krajevski sugeriu que o Conselho votasse o parecer da comissão e deixasse a apreciação da

212  minuta para uma sessão posterior. O conselheiro Wagner Tenfen, sobre os critérios que

213  serão utilizados para distribuição das atividades de pesquisa e extensão, explicou que os

214  artigos 11, 13 e 17 da minuta disciplinam que a forma e proposição dos critérios de

215  apreciação das atividades de pesquisa e extensão, assim como as regras para a sua

216  aprovação, acompanhamento, avaliação e execução terão definição em normas específicas

217  aprovadas pela unidade acadêmica de base ou pela Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação ou

218  pela Câmara de Extensão; além disso, o artigo 17 disciplina que o planejamento das

219  atividades docentes respeitará os seguintes mecanismos institucionais: (i) o docente deverá

220  elaborar um plano de atividades que desenvolverá ao longo de doze meses no âmbito do

221  ensino, da pesquisa, da extensão, da formação e da administração; (ii) o plano anual das

222  atividades docentes deverá ser aprovado pela instância colegiada do órgão de base ao qual o

223  docente estiver vinculado; os demais itens dizem respeito ao relatório deste planejamento. O

224  conselheiro enfatizou que a minuta prevê um regramento e este regramento tramitará pelas

225  instâncias competentes. O conselheiro Edemar Rotta reiterou seu questionamento,

226  explicando que a comunidade acadêmica não teria debatido a minuta apresentada pela

227  comissão. O conselheiro Wagner Tenfen explicou que as atividades de ensino estão

228  submetidas aos mesmos critérios a que se submeterão das atividades de pesquisa e extensão.

229  O conselheiro Christy argumentou que a minuta fora enviada no dia 15 de junho aos

230  conselheiros; assim, haveria tempo suficiente para que fossem apresentadas emendas. O

231  conselheiro Anderson Genro Ribeiro ratificou a proposta do conselheiro Luis Claudio

232  Krajevski pela aprovação do parecer, sem prejuízo de apreciação da minuta em outra

233  sessão, permitindo, assim, que os conselheiros possam apresentar emendas ao documento.

234  O conselheiro Wagner Tenfen explicou que a minuta apresentada pela comissão traduz o

235  desejo do corpo docente da instituição que entendeu que a minuta original não atendia às

236  necessidades de normatização das atividades docentes. O conselheiro Anderson Genro

237  Ribeiro esclareceu que além da minuta original a minuta substitutiva também foi debatida

238  nos campi, à medida que foram apresentadas emendas à original que levaram a construção

239  da nova minuta. O conselheiro Dilermando Cattaneo explicou que não pode haver limite

240  para as atividades de pesquisa e extensão, em razão da dinâmica própria dessas atividades, e

241  é isso que a minuta tenta preservar quando estabelece limite máximo para as atividades de

242  ensino, preservando-as, inclusive, da sobrecarga em razão das atividades de gestão. Nesse

243  momento, o presidente submeteu à votação o parecer da comissão: 26 votos favoráveis, 3

244  votos contrários, 5 abstenções, restando aprovado o parecer. Em seguida, o conselheiro Luis

245  Claudio Krajevski manifestou-se pela ordem dos trabalhos, solicitando suspensão da

246  apreciação do regimento geral na sessão com o objetivo de apreciar os demais itens

247  constantes da pauta. O conselho acatou a sugestão do conselheiro. Nesse momento, o

248  conselheiro Wagner Tenfen reiterou a sugestão apresentada anteriormente, para que a

249  apreciação da minuta ficasse sobrestada até a próxima sessão ordinária e, neste intervalo de

250  tempo, seriam encaminhadas à secretaria as emendas, otimizando, assim, a apreciação do

251  documento (considerada proposta 1). O conselheiro Vicente Neves sugeriu que se iniciasse

252  a apreciação da minuta na sessão (considerada proposta 2). O conselho votou as propostas:

253  vinte e quatro votos favoráveis à ‘proposta 1’, seis votos favoráveis à ‘proposta 2’, quatro

254  abstenções. Sendo assim, o conselho decidiu que a minuta será apreciada na próxima sessão

255  ordinária e que as emendas deverão ser enviadas à SECOC até o dia 25 de outubro. Em

256  seguida, passou-se ao item 2.2 Portaria nº 1011/GR/UFFS/2012, ad referendum do

257  CONSUNI. O conselho, por unanimidade, homologou a portaria. Passou-se ao item .3

258  Apreciação das Portarias nº 988/GR/UFFS/2012 e 989/GR/UFFS/2012, ad referendum do

259  CONSUNI. O presidente explicou que a matéria foi incluída na pauta a pedido de

260  conselheiro integrante da Comissão Permanente de Pauta. A presidência ficou em dúvida se

261  incluía a matéria ou não, considerando que a Res. 008/2012-CONSUNI interrompe o

262  trâmite destas matérias até a aprovação do PDI; assim, as matérias seriam submetidas ao

263  conselho tão logo PDI fosse aprovado. O presidente considerou que seria necessário

264  instituir duas comissões (ou relatores) para examinar os processos, no entanto, antes disso, o

265  conselho deveria resolver o problema gerado pela resolução 008, revogando-a, pois a

266  resolução impediria o conselho de analisar estes processos; a administração deu sequência

267  aos trâmites, apesar da existência da resolução, porque o processo já havia começado, a

268  portaria ministerial já havia sido publicado e a Universidade realizara um amplo debate

269  dentro e fora da instituição, conseguindo um grande apoio para implantar o projeto; as

270  comissões produziram um trabalho exemplar, que possivelmente será referência para o

271  plano da expansão da medicina no Brasil e o MEC tem absoluto interesse que a UFFS

272  conduza este processo com protagonismo para que haja um parâmetro no Brasil de quais

273  são as preocupações que devem ser asseguradas na formação médica no país; dessa forma a

274  administração entendeu pela continuidade dos tramites dos processos. O presidente

275  considerou que o conselho deveria ser sensível a toda a movimentação, a todos os

276  propósitos que posicionara a UFFS de uma maneira exemplar, que está desencadeando um

277  processo intraescolar na Educação Básica. Abriu-se o debate. O conselheiro Dilermando

278  Cattaneo argumentou que o conselho deveria primeiro homologar ou não as portarias ad

279  referendum. Nesse momento, o presidente registrou a presença na sessão de membros da

280  comunidade externa e considerou importante que o conselho facultasse a manifestação

281  destas pessoas que estavam presentes, movidas pelo debate em torno deste tema. O

282  conselheiro Christy Ganzert considerou que não haveria necessidade de revogar a resolução

283  para apreciar as portarias, uma vez que a resolução veda a criação de cursos de graduação

284  ou campi universitários; as portarias não criaram campus ou curso, mas aprovaram os

285  projetos do Campus Passo Fundo e dos cursos de medicina em Chapecó e Passo Fundo. O

286  conselheiro Anderson Genro Ribeiro argumentou que as portarias deveriam ser apreciadas,

287  homologando-as ou não; considerou que os encaminhamentos dos projetos pedagógicos não

288  seguiram os trâmites como os projetos dos demais cursos. A conselheira Ana Elsa Munarini

289  explicou que não se sentia à vontade para votar a homologação das portarias antes de

290  analisar os projetos do curso de medicina e do Campus Passo Fundo; salientou que os

291  conselheiros não poderiam aprovar ou não sem analisar o mérito do projeto, pois a

292  sociedade deseja que a Universidade se expanda com qualidade e uma das formas de se

293  garantir esta qualidade no processo de expansão é por meio dos registros das análises

294  qualitativas de seus processos, como neste caso os cursos de medicina, em suas instâncias.

295  O conselheiro do Conselho Estratégico Social Charles Reginatto apresentou elementos

296  históricos da constituição da UFFS. Explicou que a Universidade iniciou em 2003; em 2005

297  as entidades e os movimentos que lutavam pela implantação de uma universidade federal na

298  região conseguiram realizar uma consolidação política na Região Sul do país; o conselheiro

299  explicou que há uma demanda muito grande da sociedade pelo curso de medicina; salientou

300  que em um primeiro momento, alguns movimentos manifestavam-se contrariamente à

301  implantação do curso, mas, posteriormente, convenceram-se politicamente diante da

302  importância de sua implantação, a partir da participação dos debates e reuniões, diálogo

303  com hospitais públicos que dispuseram suas estruturas (caso o curso fosse efetivamente

304  implantado); considerou que neste caso o debate estava sendo menor do que a importância

305  estratégica que o seu objeto teria. O conselheiro Vinícius Fruscalso argumentou que não

306  teria havido democracia no processo de construção dos projetos e considerou a importância

307  da expansão com qualidade, considerando problemas de infraestrutura em universidades

308  implantadas no âmbito do REUNI; salientou que o corpo discente não é contra a expansão,

309  mas a existência de um hospital universitário é fundamental para a implantação do curso de

310  medicina. O conselheiro Dilermando Cattaneo argumentou que não se tratava de uma

311  questão de mérito dos projetos em si, mas, fundamentalmente, uma questão de método; a

312  aprovação da resolução 008 resguardava o conselho; novamente, o debate sobre mérito faz

313  com que o conselho caia num debate maniqueísta a favor ou contra o curso de medicina, e

314  não seria esta a questão; argumentou que, do mesmo modo como houve várias

315  manifestações da comunidade acadêmica e comunidade externa favoráveis à implantação do

316  curso e do Campus Passo Fundo, também houve várias manifestações contrárias; inclusive,

317  um dos maiores momentos de instabilidade institucional da UFFS foi o anúncio da criação

318  dos cursos e campus pelo reitor; assim, não foi por acaso que o conselho aprovou uma

319  moção de repúdio ao ato do reitor à época. Nesse momento, a vereadora Ângela Vitória fez

320  uso da palavra; argumentou que a UFFS está localizada em uma região com alta carência de

321  médicos e é a partir dessa necessidade que a Universidade deve pensar seus interesses, ou

322  seja, se o interesse da população é pela demanda de médicos na região o interesse da UFFS

323  deve ser a criação do curso de medicina; argumentou que o debate deveria se centrar na

324  análise do projeto, se estaria adequado ou não; considerou que a implantação de hospital

325  universitário não garante, necessariamente, a qualidade na formação dos médicos que, em

326  seu entendimento, devem ser formados inseridos na realidade nacional e regional; a decisão

327  de ampliar os leitos hospitalares não pode estar ligada à necessidade das instituições

328  fornecerem formação; a decisão deve ser balizada a partir da necessidade da população. O

329  conselheiro Christy Ganzert argumentou que não via problemas para aprovação dos

330  projetos, no entanto, considerou que a Universidade não deve transmitir à sociedade a

331  informação de que a aprovação destes projetos significa a criação dos cursos, pois para isso

332  a legislação exige uma série de estruturas que a UFFS não dispõe no momento. O

333  conselheiro Glauber Renan de Lima, referindo-se à fala da vereadora Ângela Vitória,

334  argumentou que um hospital universitário garante a formação de médicos pautados nos

335  problemas da comunidade; considerou que a UFFS não poderia formar médicos que

336  realizem suas residências em hospitais privados, pois, assim, a Universidade estaria

337  disponibilizando “estagiários” a estes hospitais; com isso, os donos dessas instituições

338  filantrópicas economizariam em mão de obra. O conselheiro considerou que o conselho não

339  poderia aprovar os projetos antes corrigir discrepâncias presentes nos documentos, inclusive

340  com a apresentação de anexos citados no texto, mas que não estariam apensados aos

341  processos. O conselheiro Luis Claudio Krajevski argumentou que não seria possível o

342  conselho subsumir ao PDI o curso de medicina, uma vez que os encaminhamentos

343  referentes ao curso são anteriores à emissão da resolução 008; e sugeriu que o conselho

344  encaminhasse a matéria conforme sugestão da presidência, criando comissões para analisar

345  os projetos. A conselheira Carolina Bernardo argumentou que os acadêmicos não desejam

346  que seja criado o curso de medicina em Passo Fundo, uma vez que o município não faz

347  parte da mesorregião e não estaria contemplado no projeto de expansão da UFFS; os

348  estudantes são a favor da expansão, do curso de medicina, no entanto, sem negligenciar as

349  demandas de outras áreas, como é o caso do curso de Enfermagem; manifestou-se pela

350  importância de um hospital universitário e sugeriu que o conselho não constituísse comissão

351  para analisar o projeto de Passo Fundo, mas apenas a proposta de Chapecó. O conselheiro

352  Eloir Faria sugeriu que as comissões implantadas para apreciar os projetos consultassem o

353  Conselho Estratégico Social. O presidente explicou que são necessários certos

354  protagonismos; salientou que o MEC espera operar com a UFFS na proposição de projetos e

355  considerou importante que o conselho entenda que as teses internas da Universidade serão

356  complementadas pela comunidade externa regional que se articula para isso. Argumentou

357  que “medicina” é um projeto nacional que não estava previsto para a Região Sul, mas que

358  foi conquistado pela UFFS apoiada pelo protagonismo da região. Salientou que Passo

359  Fundo é o terceiro centro médico do sul do país e que esse projeto de implantação do curso

360  de medicina em Chapecó e Passo Fundo tem tudo para trazer resultados positivos para a

361  UFFS e para a região. Nesse momento, o senhor Santo Hermínio de Lucca fez uso da

362  palavra e procedeu à leitura de um breve histórico sobre o planejamento da expansão da

363  UFFS e reafirmou que a comunidade externa regional continuará se mobilizando e

364  reivindicando suas demandas junto à UFFS: “em três de dezembro, em uma reunião do

365  Movimento Pró-Universidade no município de Concórdia, decidiu-se solicitar ao MEC que

366  a nova Universidade da Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul tivesse sete campi. O

367  MEC havia proposto três campi - um para o norte gaúcho, outro para o oeste catarinense e

368  um terceiro para o sudoeste do Paraná. A definição do movimento foi por quatro campi na

369  primeira etapa, sendo dois no Rio Grande do Sul, um no Paraná e um em Santa Catarina

370  (posteriormente, após reivindicação do Paraná, o Ministério aceitou que este Estado teria

371  dois campi); na segunda fase, considerada a primeira expansão, atingiria sete campi - dois

372  para Santa Catarina (extremo oeste e alto Uruguai catarinense), um campus para o Paraná

373  em município a ser definido, e quatro para o Rio Grande do Sul (Ijuí, Espumoso, Passo

374  Fundo, entre outros)”. O senhor Santo de Lucca explicou que o município de Passo Fundo

375  integrava o projeto de expansão da UFFS desde 2003, assim como o município de

376  Concórdia integrava o projeto de expansão para a área da saúde. Nesse momento, o

377  presidente sugeriu o encerramento deste debate e encaminhamento da matéria. O conselho

378  decidiu pela composição de duas comissões para analisar os processos, quais sejam: (i)

379  comissão para analisar o projeto do curso de Medicina em Chapecó - Geraldo Coelho,

380  Carolina Bernardo e Antonio Marcos Correia Neri; (ii) comissão para analisar o projeto do

381  Campus Passo Fundo e projeto do curso de Medicina em Passo Fundo - Christy Ganzert

382  Gomes Pato, Josuel Alfredo Vilella, Carina Franciscato, Glauber Renan de Lima, Eloir

383  Faria de Paula. As comissões devem encaminhar os pareceres à SECOC até 30 de

384  novembro, para que sejam apreciados na sessão ordinária de dezembro. As portarias ad

385  referendum ficam sobrestadas até a apreciação dos pareceres pelo plenário. Passou-se ao

386  item 2.4 Trabalho da comissão instituída pela comissão 014/2012 CONSUNI - Fundações

387  de Apoio. O presidente da comissão, conselheiro Luis Claudio Krajevski solicitou a

388  realização de uma sessão extraordinária para realizar debate com a participação de

389  convidados externos, com posicionamentos favorável, contrário e do ponto de vista da

390  legalidade e fiscalização. O conselho decidiu que no dia sete de novembro, no período da

391  tarde, realizará sessão extraordinária presencial (prevista anteriormente para ser realizada

392  por meio de videoconferência); no dia 8 de novembro, pela manhã, será realizada sessão

393  extraordinária presencial (e transmissão aos campi por videoconferência) com pauta

394  específica sobre o debate sobre fundações conduzido pela comissão; na tarde do dia 8 será

395  realizada a 10ª Sessão Ordinária (prevista anteriormente para o dia nove). Sendo dezessete

396  horas e cinquenta minutos e não havendo mais nada a tratar, foi encerrada a sessão, da qual

397  eu, Stefani Daiana Kreutz, Secretária dos Órgãos Colegiados, lavrei a presente Ata que,

398  aprovada, será devidamente assinada por mim e pelo presidente.

Data do ato: Chapecó-SC, 16 de outubro de 2012.
Data de publicação: 06 de abril de 2017.

Jaime Giolo
Presidente do Conselho Universitário

Documento Histórico

ATA Nº 12/CONSUNI/UFFS/2012