Percepção Sensorial do Espaço é tema de exposição na UFFS – Campus Erechim

Publicado em: 05 de abril de 2012 13h04min / Atualizado em: 05 de janeiro de 2017 11h01min

Na última quinta-feira (05), estudantes do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Erechim realizaram atividade de fechamento do primeiro módulo da disciplina “Introdução à Arte, Arquitetura e Urbanismo”.

Os acadêmicos idealizaram e construíram instalações artísticas que ficaram expostas nos espaços livres do Seminário Nossa Senhora de Fátima, onde está localizado o Campus Erechim, o que permitiu a interação com as pessoas que circulavam pelo local.

Na disciplina, que é ministrada pelos professores Murad Mussi Vaz e Daniella Reche, que também é coordenadora do curso, os estudantes experimentaram princípios de composição, teoria das cores, arte pública e, sobretudo, a percepção sensorial do espaço através do corpo. O objetivo do exercício é estimular o aluno a criar espaços, cujas sensações pré-definidas fossem apreendidas pelo expectador/usuário através da estimulação dos diferentes sistemas perceptivos corporal: orientação, tato, audição, visão, olfato e paladar. “Dessa maneira, introduzimos os conceitos de percepção, cognição e uso do espaço possibilitando maior compreensão dos processos de criação de novos objetos, espaços e ambientes e das relações que neles se desenvolvem", destacou Daniella.

A atividade foi aberta à comunidade acadêmica e também à comunidade externa. Segundo a coordenadora do curso, as instalações, por se tratarem de objetos não comuns instalados nos espaços habitualmente usados pela população, provocaram, num primeiro momento, um estranhamento aos que passavam. “Convidados pelos alunos, as pessoas foram incentivadas a interagir com os objetos e espaços criados e ter uma vivência diferenciada dos espaços que diariamente usam", explicou ela.

De acordo com Murad, a montagem de uma instalação projetada em maquete pelos acadêmicos é fundamental para que possam enfrentar as dificuldades da materialização dos artefatos por eles concebidos, permitindo a reflexão sobre as soluções prévias e novas que surgem durante o processo.

A estudante de Arquitetura e Urbanismo, Isadora Ávila Vinhas, relatou que a atividade oportunizou a compreensão de que tentando passar uma sensação você acaba passando várias, e que o espaço determina como a pessoa se sente em relação a elementos como luz, cor e disposição dos objetos. “Nem sempre o que a gente pensa em fazer é o que realmente sai, porque ainda não temos muita noção do que pode ser construído. Aprendemos que é possível fazer, nem que para isso tenhamos que modificar ou readequar o que planejamos inicialmente”, finalizou Isadora.