Trabalhos desenvolvidos na UFFS – Campus Erechim são apresentados em eventos internacionais

Publicado em: 03 de outubro de 2012 13h10min / Atualizado em: 05 de janeiro de 2017 12h01min

Os primeiros frutos do trabalho de pesquisa que vem sendo desenvolvido pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Erechim na área de História Oral e Memória Regional foram apresentados neste mês em dois eventos internacionais.

 Na última semana, entre os dias 25 e 28, os professores Débora Clasen de Paula e Gerson Wasen Fraga estiveram representado o Campus no I Encontro Internacional Fronteiras e Identidades, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em História e Núcleo de Documentação Histórica da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Débora e Fraga apresentaram o trabalho “Migrações e História Oral no Alto Uruguai", que trata dos resultados das primeiras entrevistas colhidas para o Laboratório de História Oral e Linguagens (LABHORAL), que está em fase de implantação na UFFS – Campus Erechim.

A apresentação tratou do fenômeno das migrações no contexto do Alto Uruguai, que ocorreu seja em busca de melhores condições de vida, seja pela impossibilidade de permanência nos locais de origem por fatores diversos, tais como o fracionamento da terra ou ainda as expropriações decorrentes da construção de barragens na região.

Evento na Argentina
Entre os dias 4 e 7 de setembro, os professores, juntamente com as acadêmicas Fernanda Pomorski dos Santos e Ariane Fernanda Gisi, participaram da 17ª Conferencia de la Associación Internacional de Historia Oral, realizada em Buenos Aires, Argentina.

Fernanda e Fraga apresentaram a comunicação intitulada “El registro de la memoria: Los movimientos sociales y la formación del Laboratorio de Historia Oral de la UFFS/Erechim - Rio Grande do Sul – Brasil". Débora apresentou o trabalho “El lugar de la memoria: el acervo de historia oral en el Museo Municipal Parque de la Baronesa (Pelotas – Rio Grande do Sul – Brasil)”, resultado de pesquisa realizada no período em que trabalhou como professora na cidade de Pelotas. Ariane participou como ouvinte.

A conferência, que se realiza a cada dois anos em continentes distintos, atraiu participantes de vários países para tratar de temáticas metodológicas, tecnológicas, aplicação das fontes orais a temas políticos, culturais, econômicos e sociais como a problemática de gênero, ecologia e meio ambiente, memória e trauma, movimentos sociais e culturas não-hegemônicas.

“Estes passos são importantes pois significam os primeiros resultados materiais daquilo que temos como um projeto de longo prazo, constituindo um centro de memória capaz de fomentar projetos e pesquisas no âmbito da História Regional, de forma articulada com a pós-graduação e outras áreas do conhecimento”, destacou Fraga.