Palestra dá início à exposição fotográfica itinerante sobre cotidiano da agricultura familiar

Diretoria de Comunicação

Publicado em: 17 de março de 2016 13h03min / Atualizado em: 17 de março de 2016 13h03min

A palestra do fotógrafo alemão Thomas Hager, na noite de quarta-feira (16) no auditório do Bloco B do Campus Chapecó, deu início à exposição fotográfica “Eu vejo algo que você não vê”, composta pelo registro de 76 imagens que apresentam aspectos da agricultura familiar e camponesa do Sul do Brasil e da Alemanha.

A mostra faz parte de um projeto de cultura da UFFS denominado Agricultura Familiar – Brasil e Alemanha, com apoio da Fetraf – Paraná e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). As fotografias que fazem parte da mostra começaram a ser captadas por Thomas Hager no mês de agosto de 2015, na região Sul da Alemanha. As fotos envolvendo o dia a dia dos camponeses do Sul do Brasil, em torno de 500 fotos, foram feitas nas últimas três semanas em localidades rurais próximas de Chapecó (SC), Cerro Largo (RS) e Realeza (PR).

O objetivo da mostra é gerar um acervo fotográfico e textual descritivo e refletir sobre a prática da agricultura familiar. A mostra fica exposta no hall do Bloco B do Campus Chapecó até o dia 24 de março, depois parte para exposições de modo itinerante pelos outros campi da UFFS. A ideia dos organizadores é a de que o acervo total de registros seja reunido a textos descritivos das situações e disponibilizados na internet, futuramente.

O fotógrafo Thomas Hager trouxe para o projeto da UFFS sua experiência em fotografar situações envolvendo participantes de cooperativas de agricultores na Europa. “Uma das dificuldades está em traduzir na linguagem da fotografia conceitos próprios sobre a atividade agrícola em sua complexidade, captar a alma do agricultor”, salienta Hager, para o qual “temas importantes merecem uma apresentação importante”.

Sobre a exposição, Thomas carrega uma expectativa: “espero que as imagens possam fazer as pessoas refletirem sobre a importância da preservação do meio ambiente e da diversidade de modos de produção. Cada foto tem uma história. Procurei captar a personalidade e a identidade de cada um dos personagens”.